quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Teses


Minha intenção com esse texto não é de forma alguma tentar ser um novo Lutero, eu tenho plena consciência que jamais terei a intimidade com Deus que aquele homem teve. Humildemente estruturo as inquietações que Deus tem posto no meu coração, da mesma forma que ele estruturou, até mesmo como forma de homenagear tal atitude, que para sempre mudou a história da Igreja.

1.Fica disposto, mais uma vez, que só as Escrituras Sagradas são manual de fé e prática. E tudo que passa delas, no que diz respeito à orientação espiritual, deve ser considerado pelo cristão como coisa alguma.

2.Logo, faz-se necessário que voltemos ao estudo sistemático e aprofundado das Escrituras Sagradas, para que eliminemos de nosso meio toda sorte de erro fútil, que é causado pela ignorância. Esta advertência foi nos dada pelo próprio Mestre (Mateus 22:29).

3. Caso ocorra uma volta ao estudo Sistemático das Escrituras Sagradas, por parte de cada cristão individualmente, diversas doutrinas errôneas cairão por terra automaticamente. Infelizmente, onde se dispõe de liberdade para examinar a Escritura é onde menos isso se faz.

4. Os sacerdotes de denominações ditas cristãs, que não apóiam os princípios comentados nas teses 1,2 e 3, só podem ter tal atitude porque sustentam posições que não subsistirão após seus fiéis examinarem pessoalmente as Escrituras.

5. Não proporcionar ao cristão, recém-convertido, as oportunidades de estudo e aprendizado das Escrituras Sagradas é não apoiar os princípios defendidos nas teses anteriores.

6. Retirar dos fiéis o direito e a oportunidade de conhecerem o contexto histórico no qual os textos canônicos foram escritos, é a demonstração clara de que a intenção da instituição é manipular seu fiel.

7.Quando me refiro a “instituição”, o faço, pois, Igreja é o ajuntamento dos santos de Jesus Cristo, salvos por sua morte remidora de pecados na cruz do calvário. Esta comunidade de pecadores perdoados é regida pelo próprio Cristo ressurreto, não possuindo nenhum outro líder senão Ele mesmo. Dessa forma, me recuso com bases no ensino da Escritura Sagrada, a chamar essas instituições de Igreja, pois não são.

8. Fica claro então que, críticas alegando que uma enunciação como esta configura-se como uma tentativa de provocar rachas na Igreja são completamente absurdas, pois as críticas direcionam-se para instituições humanas, também chamadas de denominações evangélicas, e de forma nenhuma dirigem-se a Igreja de nosso Senhor e Salvador.

9. Quando a Igreja de Jesus Cristo é confundida com instituições humanas cria-se um problema de proporções épicas.

10. Da mesma forma, quando ensinos humanos, patrocinados por estas instituições, são erroneamente reconhecidos pelo povo como sendo ensinos consonantes com os das Escrituras Sagradas, cria-se problemas de proporções épicas.

11. Todas as adições feitas ao evangelho puro e simples provem do maligno, e por ele são inspiradas.

12. Os sacerdotes que pregam esses apêndices da Escritura Sagrada podem ser vistos como fariseus de nossa era, pois assim como os fariseus adicionaram doutrinas humanas aos ensinos dados por Deus a Moisés, estes adicionam doutrinas humanas às ensinadas aos verdadeiros apóstolos por Cristo.

13. Dessa forma, é lícito afirmar que esses sacerdotes, assim como os fariseus da época de Jesus Cristo, estão na porta do céu, nem entram e nem permitem as pessoas entrarem.

14. Estes sacerdotes reclamam para si títulos de honra dos quais jamais serão dignos. Ao fazerem isto demonstram total desconhecimento da Escritura Sagrada, que prega a humildade e o anonimato, conforme ensina o trecho de Lucas 17:10.

15. Mais ainda, quando estes sacerdotes convencem seus fiéis de que detém esses postos endossam automaticamente o ensino errôneo, amplamente divulgado pela Igreja Católica Romana, de que há mediadores entre Deus e os homens.

16. Este erro se dá através da ignorância quanto ao princípio do Sacerdócio Universal em Cristo. É amplamente divulgado no meio dessas denominações que as orações de determinado “Bispo” ou “Apostolo” são mais “eficazes” e “poderosas” em seu propósito do que a do cristão que não possui um desses títulos.

17. Percebemos claramente aqui a repaginação da doutrina Católica Romana de que existem homens que são “Ponte” entre Deus e outros homens, a saber, estes, que se declaram “Bispos” e “Apóstolos”.

18. É também fato observável que estes sacerdotes são adeptos da chamada “Teologia da Prosperidade”. Esta distorção maligna das Escrituras Sagradas mercadeja o evangelho, gerando pseudo-cristãos, que na verdade se comportam como “clientes espirituais”.

19. A prática e pregação da chamada “Teologia da Prosperidade” é um insulto a qualquer forma de inteligência e não subsiste perante o mais raso exame das Escrituras Sagradas.

20. É necessário que se faça saber que, muitas das pessoas que cedem seus ouvidos a estes sacerdotes e pregadores, o fazem em plena consciência e desejam de fato alguém que os apóiem em suas tentativas infrutíferas de barganha com Deus.

Nos próximos posts de 21 a 30.
Abraços!

2 comentários:

Gabriel (Harry) disse...

É isso ai!
Eu acredito que todo cristão deve periódicamente revisitar os pontos básicos de sua fé e de sua crença. As Teses aqui formuladas não são nada mais que uma anotação sobre alguns desses pontos. Precisamos nos mantermos firmes diante da enchurrada de falsas profecias que ataca o Povo de Deus.
Que Deus continue te usando Raul, até mais!

Unknown disse...

Vei se tiver faltando prego e martelo, para ir la pregar na porta dessas igrejas, eu te arrumo na hora!

hehe

Muito bom aguardo as outras!